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Educação Infantil e Fundamental I participam de bate-papo com escritora

Os alunos da Educação Infantil e Fundamental do Colégio Luterano Rui Barbosa participaram, recentemente, de um bate-papo com a escritora rondonense, Mariana Helfenstein Rosa. A atividade faz parte do projeto Pequenos Grandes Autores que está sendo desenvolvido, por intermédio, da plataforma Estante Mágica, no qual os alunos participam da escrita e ilustração do seu próprio livro.

A autora Mariana contou um pouco sobre os desafios do dia-a-dia de uma escritora, relatou sua experiência, dificuldades e trajetória, e discorreu sobre o livro Palito, viabilizando aos alunos a oportunidade de fazer perguntas.

Confira abaixo um pouco mais sobre a vida da escritora:

QUANDO DESCOBRI QUE QUERIA SER ESCRITORA
O meu maior desejo era ser professora. Este eu realizei aos 17 anos quando entrei para a faculdade de Pedagogia. 
Desde pequena, antes mesmo de aprender a escrever, desenhava pequenas histórias em livros ou até mesmo nas paredes de casa. Um lápis, imaginação e criatividade nunca me faltaram... E sentimentos... Não sei sentir pouco. Tudo é intenso dentro de mim. Entretanto, apesar de sempre ter muita facilidade em escrever, sempre tive muita dificuldade em demonstrar o que eu sentia, por isso, iniciei a minha trajetória como escritora. 
Aos 14 anos, encontrei no varal, uma fita que havia caído de uma peça de roupa da minha irmã recém-nascida. Observei o pedacinho de pano e senti pena dele por estar “sozinho” fora de casa. Porém, virei as costas e voltei para dentro. Eu não poderia sentir dó de um laço de pano.
Os dias se passavam e aquela fita esquecida lá fora fazia o meu coração penar. Até que uma tarde, decidi guardá-la no guarda-roupa onde ela teria a "companhia" de outras peças. Foi o primeiro fato que me inspirou a escrever. Contudo, nunca me dediquei a fazer um livro desta história. Afinal, depois de crescer eu tinha vergonha do fato. Mas, acrescentei o fato a um dos meus livros.
Lembro que aos 15 anos comentei com meus pais que queria escrever um livro, mas acredito que, por estar na adolescência e ser uma fase em que mudamos muito de ideia, eles não ligaram para o que eu disse. Não sei bem o que eles sentiram. Entretanto, sei que quando viram os resultados do meu primeiro livro, ficaram extremamente orgulhosos e começaram a me incentivar.
Comecei a escrever porque eu tinha necessidade de fazer alguém me entender. Acredito que com a escrita chegarei a leitores que tem sentimentos semelhantes aos meus. E mesmo que não estejam próximos a mim, é um alívio saber que alguém vai concordar com os meus pensamentos.

QUANDO INICIEI MINHA TRAJETÓRIA DE ESCRITORA
Quando comecei a levar a sério a vontade de escrever (em 2013, aos 21 anos), o primeiro livro que concluí (em mais ou menos um ano e meio) foi Escondizendo, que faz parte de uma trilogia. Ainda não consegui publicá-lo. Ele conta a história de vida da personagem Cecília desde a sua infância até a sua morte. Os sonhos, as relações, as conquistas, as dificuldades.
Foi extremamente árduo o caminho que percorri até janeiro quando publiquei o "Palito". Eu não conhecia o mundo da publicação, não tinha pessoas próximas com conhecimento a respeito que poderiam me guiar. Fui descobrindo tudo aos poucos, com pesquisas, conversas com autores iniciantes, encontrando pessoas que me ensinassem algo importante sobre a publicação, os valores, os locais, quem procurar, como fazer...
Após concluir Escondizendo comecei a procurar por editoras. Enviei meu original para pelo menos 10 editoras. Todas o aprovaram, porém, ao perceber o preço que elas cobravam para publicar, eu ia deixando de lado. Algumas diziam que a publicação seria gratuita, entretanto, em compensação, eu receberia míseros direitos autorais. Mas não pensei em desistir. Eu queria publicar o meu livro de qualquer jeito. Fui melhorando ele. A cada vez que leio a história encontro algo para melhorar.
O meu desejo de publicá-lo é muito grande porque conquistei muitos fãs leitores. Gerencio uma página no Facebook com esse nome e quando postava trechos, o público cresceu rapidamente chegando a mais de 30 mil pessoas do Brasil e de várias partes do mundo. Também tenho um site, basta procurar no Google por Escondizendo.
Pelo preço, acabei deixando ele na gaveta e decidi publicar livros menores para arrecadar dinheiro das vendas. Mas, infelizmente, acabei percebendo que com o que ganho de direitos autorais, não conseguirei. 

LIVRO QUE PUBLIQUEI
 “Palito” é o único livro que publiquei até agora. Comecei a escrever ele aos 19 anos quando meus pais venderam o sítio em que morávamos e tivemos que deixar o Palito, nosso cachorro, para trás, junto com outros animais, claro. Mas ele era a minha maior perda naquele momento, pela convivência e as lembranças que eu tinha dele. Ele foi o segundo livro que eu tive vontade de escrever. No início em (2011) era intitulado “Voltaremos para te buscar, Palito”. 
Tenho outros 11 livros escritos, mas em fase de “deixa um tempo na gaveta que essa história ainda vai melhorar”, pela qual, com certeza, todo escritor passa. 
Ainda neste ano, publicarei o “Acerola”. Este, conta a história de dois irmãos que querem muito um gato de estimação, mas o bichano vai mudar completamente a relação deles.
Outro que também pretendo publicar ainda este ano é “Isso é sobre sua mãe, filho”. Um pai conta a história dele ao filho através de lembranças do diário da mulher que faleceu justamente no dia em que o filho nasceu. Este livro trata a respeito da forma com que as pessoas lidam com as perdas. 

SOBRE O QUE FALAM MEUS LIVROS
Todos os meus livros falam sobre relacionamentos, perdas e ganhos... Relacionamentos me inspiram muito, com animais, com a minha família, com as pessoas que passaram rapidamente por minha vida, com as amizades, com antigos colegas de escola. As aventuras de infância com minha primeira irmã, os acontecimentos complicados que todo adolescente vive, a chegada da irmã caçula quando já conseguia "me virar". E o fato de ter me tornado professora logo aos 17 anos... Tudo isso me inspira.

ATIVIDADE NO RUI BARBOSA
Ser escritora veio completar a minha alegria por amar escrever, estar entre livros e poder falar de livros para as pessoas. 
Quando recebi o convite para conversar com os alunos no Colégio Luterano Rui Barbosa, a emoção tomou conta de mim. No início do ano (em janeiro) quando publiquei o Palito, eu tinha ideias de enviar um release para os educandários da região a fim de ter esse momento com as crianças e adolescentes. Entretanto, fui adiando e não o fiz. Mesmo assim, a oportunidade bateu à porta. Não foi o primeiro convite que recebi, entretanto, o primeiro que já se realizou (os outros estão se transformando em projetos de leitura e ilustração). 
Enfim, meu objetivo é mostrar a quem tem o sonho de escrever que, apesar das dificuldades, é possível escrever e publicar um livro e, além disso, extremamente gratificante. É gostoso receber o carinho das pessoas que leem o seu livro. É adorável perceber que você toca o coração das pessoas que já viveram algo semelhante. Muitos alunos que eu tive já iniciaram a escrita de um livro no tempo em que me acompanham. E para quem prefere ser espectador de uma história, aqueles que amam ler, ou que ainda não descobriram seu gosto pela leitura, é interessante que tenham alguma afinidade com o enredo ou mesmo com o escritor. Um gosto leva ao outro. Muitas pessoas já disseram para mim “não gosto de ler, mas o seu livro eu vou ler”. Esse poder que cada um tem dentro de si de transformar as pessoas em alguém melhor é o que me encanta e me faz feliz. Ao ler um livro, a pessoa tomará gosto e com certeza procurará outros para ler. Uns influenciam os outros, além de ser um aspecto ruim do mundo, também é um aspecto bom.


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