Este período de isolamento social marcará para sempre nossa vida e nossa história. Estamos isolados socialmente mas não paramos de produzir, de aprender, de reaprender principalmente. Aprendemos a dar realmente valor para a liberdade que tínhamos e para as pessoas que nos são preciosas, que amamos e com quem não podemos estar.
Como professora estou trabalhando bastante nestes dias. Lendo mais sobre minha área de atuação, a alfabetização, pesquisando sobre novas estratégias de trabalho, elaborando atividades diferenciadas, transformando metodologias, criando meios para maximizar o resultado do trabalho dos alunos e minimizar as prováveis lacunas. Também aprendi a dominar elementos tecnológicos que não eram inerentes ao meu trabalho em sala de aula.
Os pais, mais do que nunca parceiros, tem sido a ponte forte e o caminho seguro para seus filhos neste momento e por isso sou imensamente grata e sinto-me orgulhosa pelo seu empenho e dedicação com seus filhos.
Mas tem algo que me traz muita tristeza, um vazio imensurável e uma dor no coração. É estar na sala de aula e não ver aqueles olhinhos arregalados e brilhantes, às vezes confusos e inseguros, outras vezes doces e meigos. Receber sorrisos felizes, às vezes tímidos, outras vezes largos e banguelas. Poder compartilhar bracinhos, muitos bracinhos estendidos com fortes e carinhosos abraços. Que falta que isso me faz...Porque um professor, estando sem seus alunos, é só meio professor. Falta um pedaço.