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ACIDENTES COM CRIANÇAS: como evitar e o que fazer quando acontecer?

Na semana passada, notícias veiculadas em meios de comunicação de acidentes com crianças na região, deixaram a todos estarrecidos. Foram três casos em pouco espaço de tempo. Queda, engasgo e objeto que caiu sobre a criança.

Diante dos fatos, o jornal Tribuna do Oeste buscou profissionais que trouxeram importantes dicas de como evitar e o que pode ser feito quando o acidente acontecer, para evitar maiores problemas e até mesmo que a criança venha a óbito.

Estatísticas

Inicialmente vamos falar sobre os casos mais frequentes de acidentes com crianças. Realizando uma busca na internet encontramos o site criancasegura.org.br.  É uma organização não governamental e sem fins lucrativos, que atua para salvar crianças e adolescentes de todos os tipos de acidentes, principal causa de morte de meninas e meninos de 1 a 14 anos de idade.

Segundo dados contidos no site, mais de 3 mil crianças morrem vítimas de acidentes no Brasil todo ano. Só em 2018, esse número chegou a 3.318. Desse total, mais de 50% das mortes corresponderam à faixa etária de 0 a 4 anos de idade. Ou seja, a cada 10 mortes de crianças de 0 a 14 anos, mais de 5 são de crianças de 0 a 4.

 

Mais comuns

Dentre os acidentes que causam o maior número de óbitos destacam-se as sufocações, os afogamentos e os acidentes de trânsito. Outros acidentes que também deixam vítimas fatais são queimaduras, quedas, intoxicações, acidentes com armas de fogo, dentre outros.

Esses dados alarmantes trazem à tona a importância do cuidado com as crianças desde os primeiros anos de vida. De acordo com Vania Schoemberner, gerente executiva da Criança Segura, “o olhar e a concepção sobre os acidentes precisam ser transformados, deixando de considerá-los como fatalidades que independem de nossas ações. Mais do que fatalidades, os acidentes são em sua maioria previsíveis e evitáveis”, explica. Diariamente, nove mortes de crianças podem ser evitadas no Brasil por meio de ações comprovadas de prevenção de acidentes.

“Por isso, o olhar atento e cuidadoso na primeira infância é primordial para preservar a vida das crianças, tanto nessa fase da infância quanto nas outras. Cuidar das crianças é responsabilidade de toda a sociedade”, destacou Vânia.

Afogamento

Os afogamentos são a principal causa de morte de crianças de 1 a 4 anos e podem acontecer em piscinas, rios, lagos, mar e até mesmo em banheiras e baldes.

Conforme o 2º tenente do Corpo de Bombeiros de Marechal Rondon, Lucas Gabriel Schlogl, é imprescindível que as crianças quando forem se banhar, estejam acompanhadas de um responsável, que irá garantir que acidentes não ocorram. “Os responsáveis devem observar as condições do local, principalmente quanto aos riscos que possam existir. As crianças devem ser orientadas constantemente dos riscos que a água pode representar. Já os acidentes domésticos em piscinas, baldes ou outros locais que possam conter água, podem ser evitados se forem devidamente fechados. A prevenção é muito importante. A criança tem muita curiosidade, por isso temos que tomar todos os cuidados”, enfatizou.

Em caso de o afogamento acontecer, segundo Schlogl, o primeiro paço é acionar o serviço de socorro 193 e dependendo do grau de afogamento, os Bombeiros poderão repassar algumas orientações do que pode ser feito com a vítima até a chegada da ajuda.

Engasgamento

A sufocação acontece quando há obstrução das vias respiratórias, seja por brinquedos, alimentos pequenos, objetos macios e até mesmo com conteúdo gástrico. Essa é a principal causa de morte acidental de bebês de até 1 ano de idade.

O 2º Tenente destaca que em caso de um acidente deste porte, também é importante ligar para o 193, onde um profissional irá orientar sobre a manobra que deve ser feita para desobstruir as vias aéreas. “Dependendo da idade da criança a manobra deve ser feita no antebraço, virando a cabeça para baixo e dando palminha nas costas. Em casos de crianças maiores, elas devem ser sentadas no colo para que a barriguinha possa ser apertada. A pessoa deve manter a calma até a chegada dos Bombeiros. Já recebemos muitas destas ocorrências e grande parte delas foi resolvida pelo telefone. Quando os Bombeiros chegaram ao local com a ambulância, tudo estava resolvido. Reforço, em caso de algum destes acidentes, ligue 193”, enfatizou Lucas.

Queimaduras

O médico clínico geral e pediatra José Lademir Friedrich destaca que as queimaduras são acidentes que podem causar lesões graves e podem ser derivadas de exposição ao sol, leite muito quente, água do banho muito quente, água de chimarrão ou chá derramado na criança quando ela está no colo, ferro elétrico, entre outros. “Todos os cuidados são muito importantes. Verificar sempre a temperatura antes de expor a criança em contato com o líquido. Já vimos casos graves de acidentes neste sentido”, mencionou.

Quedas

Segundo o médico as quedas também são frequentes e podem acarretar problemas graves. A queda pode acontecer do trocador, da cama, do sofá, entre outros. “Nunca podemos deixar uma criança em um local alto, sozinha. Nunca sabemos quando ela vai rolar pela primeira vez”.

Questionado sobre se o acidente acontecer, o que deve ser feito, Dr. José ressalta que vai depender da intensidade do trauma. “Temos dois parâmetros para definir a intensidade do trauma. O primeiro dele é se teve algum desmaio/ou perda de consciência e também se após algum tempo a criança iniciar com vômito. A sonolência, desde que passageira, é normal. O vômito pode aparecer somente alguns dias depois, por isso após um acidente, os cuidados são fundamentais. Ir ao médico é indicado quando houver, portanto, a perda da consciência ou iniciar o vômito”, destacou.

Intoxicação

A intoxicação pode vir de plantas, materiais de limpeza, medicamentos, tudo isso deve ser tirado do alcance das crianças. “Em caso de ingestão indevida de medicamento, quando acontecer, os pais devem entrar em contato com o médico tendo em mãos a bula do remédio que a criança ingeriu. É na bula que consta o que fazer. Já com relação a outros produtos, as embalagens devem ser observadas, sempre juntamente com um médico, para saber o que fazer. Geralmente um contato é mantido com o Centro de Intoxicação Toxicológico, para ter maiores orientações. Por isso saber qual é o produto é muito importante”.

Acidentes acontecem com grande intensidade?

Dr. José possui anos de experiência na pediatria. Um dos questionamentos é sobre se periodicamente recebe casos de crianças que sofreram algum tipo de acidente, ele responde enfaticamente: “Acidentes com crianças são muito comuns, desde os mais leves até os mais sérios. Diariamente recebo casos de acidentes. Por isso precisamos realizar ações para preveni-los. Os mais comuns são as quedas leves. Para as mães, um recado: antes de colocar a criança em algum local, deve primeiro ser analisado o ambiente. Caso tenha algum risco, não deixar a criança a sós. Volto a dizer, a prevenção é o melhor remédio”, finalizou o pediatra.


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